domingo, 11 de maio de 2008

O IDART

ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. O IDART.IN: ____________. Por uma rearquitetura dos serviços de informação em arte na cidade de São Paulo. 1998. 365 p. Tese (Doutorado em Biblioteconomia) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo. Cap. 1.2, p. 53-58.

O IDART

O tema geral abordado neste texto é o Departamento de Informação Artística (IDART) criado em 1975 que tinha como objetivo zelar pela guarda, organização e preservação de materiais de arte e sobre a arte em São Paulo, além de manter atualizados todos os acervos/bibliotecas da cidade têm este foco, supervisionar as atividades culturais promovidas por estes locais e por fim publicar obras a respeito das várias especialidades da coleção.

Os principais temas abordados são a respeito da pretensão da organização deste acervo em contraposição ao que era possível de ser feito.

A idéia do projeto IDART era espetacular, reunir toda documentação de arte da cidade, organizá-la e a partir disto criar reflexões por meio de publicações a respeito de toda esta documentação.

Várias linhas de pesquisa foram criadas dentro do departamento, Almeida cita artes cênicas, área que contempla a dança e sua documentação, assunto deste trabalho.

Muitas pesquisas foram iniciadas pelas grupos, a primeira publicação saiu com muito atraso, o que é justificado por Franco apud Almeida como “bloqueios e meandros da burocracia” e depois desta poucas conseguiram continuar.

Os ”sobreviventes” foram anuários (na área de museologia e ....) e catálogos que como todas as outras obras editadas eram distribuídas a entidades culturais e bibliotecas de todo o país enfatizado pela autora como devolutiva ao publico sobre as pesquisas desenvolvidas no departamento.

Na mudança de governo entre Olavo Setúbal e Reynaldo de Barros, o IDART iniciou sua perda de autonomia e verba.

Reynaldo de Barros questionou o quanto se era gasto para manutenção do departamento contra a devolutiva à população.

Como jogada política “ordenou” que os pesquisadores invadissem as periferias e tirassem de lá os materiais para continuação do acervo, atitude totalmente populista e que fugia dos objetivos primeiros. Daí em diante foram só mudanças e enfraquecimentos.

Por fim a história do IDART acaba na criação do setor Multimeios de Centro Cultural São Paulo, o acervo foi desintegrado e cada divisão de pesquisa foi para acervos de sua “especialidade”, tendo a parte de artes cênicas encaminhadas ao Centro Cultural São Paulo.

O relato do IDART é importante como ponto de partida das iniciativas voltadas aos acervos de arte em São Paulo, além de contextualização histórica, serve como parâmetro de comparação ao que pode ser ou não viável para construção de acervo desta área.

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